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	<title>Mondo Moda</title>
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		<title>Mondo Moda entrevista Juliano Silveira</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 19:38:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mondomoda</dc:creator>
				<category><![CDATA[ENTREVISTA]]></category>

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		<description><![CDATA[O jornalista Juliano Silveira é apaixonado  pela cultura da noite. 
Como espectador ou personagem atuante, ele  vivenciou os principais acontecimentos deste universo desde a década de 90,  quando surgiu o termo &#8220;cena&#8221; para se referir a um local com vida, regras e  códigos próprios.
Editor blog Na Língua do Ju &#8211; veículo  especializado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mondomoda.wordpress.com&blog=4814170&post=11077&subd=mondomoda&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div><span style="font-family:Eras Medium ITC;"><img class="aligncenter size-full wp-image-11078" title="JulianoSilveira" src="http://mondomoda.files.wordpress.com/2009/12/julianosilveira1.jpg?w=468&#038;h=223" alt="" width="468" height="223" />O jornalista <span style="color:#339966;"><a href="http://mondomoda.wordpress.com/2008/12/29/entrevista-juliano-silveira/"><strong>Juliano Silveira</strong></a> <span style="color:#000000;">é apaixonado  pela cultura da noite.</span> </span></span></div>
<div><span style="font-family:Eras Medium ITC;">Como espectador ou personagem atuante, ele  vivenciou os principais acontecimentos deste universo desde a década de 90,  quando surgiu o termo &#8220;cena&#8221; para se referir a um local com vida, regras e  códigos próprios.</span></div>
<div><span style="font-family:Eras Medium ITC;">Editor blog <a href="http://nalinguadoju.blogspot.com/">Na Língua do Ju</a> &#8211; veículo  especializado no assunto, Juliano é o entrevistado de Mondo Moda.</span></div>
<div><span style="font-family:Eras Medium ITC;">Entenda o conceito acompanhando este delicioso  bate-papo.</span></div>
<div><span style="font-family:Eras Medium ITC;"><strong>Quando começou seu interesse pela  noite?</strong><br />
Começou nos anos 80&#8217;s com as matinês da Estratosfera e Apô.  Não era noite especificamente, mas era balada em si. Nesta época eu também  organizava &#8220;bailinhos&#8221; de garagem. Já era &#8220;promoter&#8221;!!! Rssss&#8230;.Cuidava dos  convites, do som, comida e bebida, organizava tudo e claro, a &#8220;dança da  vassoura&#8221;. Isso, para um pré-adolescente dos anos 80 era tudo de bom que  existia. A noite em si foi no início dos anos 90, quando comecei a sair de  verdade e o underground passou a ser palavra de ordem em jornais e revistas. Lia  muito a coluna &#8220;Noite Ilustrada&#8221; da Erica Palomino, publicada na Folha de São  Paulo. A coluna era referência para quem quisesse informação sobre noite e moda  alternativa. Na época não existia a Internet e era complicado ter acesso a este  tipo de informação. Ninguém sabia ao certo o que estava acontecendo e que a  partir dali seria criada uma cena noturna que viraria história com o surgimento  de muitos fundamentos que vemos até a hoje.<br />
<strong><img class="size-medium wp-image-11080 alignright" title="JulianoSilveira" src="http://mondomoda.files.wordpress.com/2009/12/julianosilveira2.jpg?w=150&#038;h=71" alt="" width="150" height="71" />Fale sobre o Maracujá,  Central Bar e The Club.<br />
</strong>Com certeza os três locais que você citou  marcaram demais tanto a mim quanto a muitos campineiros, principalmente o  Maracujá. Na época, não sabia ao certo se era GLS &#8211; nem existia esta sigla ainda  &#8211; ou qual a proposta em si. Foi o primeiro espaço gay que eu pisei na vida. Mas  como não era nada declarado, não considero o primeiro de verdade. Sabia-se que  era algo diferente dos demais locais e quem o freqüentava, era gay ou descolado  demais. Mas era muito carão (ou um pré-carão, já que não existia este termo na  época), tudo muito discreto. Era coisa de sentar na mesa e pedir bebida, ficar  jogando papo fora. Não rolava &#8220;pegação&#8221;, mas quem freqüentava, já entrava num  clima de querer uma jogação, que passou a existir com a abertura do Fama,  posteriormente The Club, primeiramente bar e depois boate. Mas o Maracujá foi um  momento importante, talvez o primeiro bar GLS a entrar no mainstream do que era  moderno no início dos anos 90. Me marcou mais talvez pelo primeiro espaço que  freqüentei com meu primeiro namorado, isso em 1994&#8230;<br />
A The Club foi um marco  histórico para a cidade. Quem viveu essa fase, sabe do que estou dizendo. Era  coisa de obrigação, coisa de vício. Não tinha um final de semana que eu ficava  sem ir até lá. Eu, você e o João Carlos! O marketing girava em torno de a maior  boate GLS da América Latina. E na época, era mesmo. Tinha gente de todos os  lugares, desde a região de Campinas, muita gente da capital, de outros estados e  até país! Era uma verdadeira Torre de Babel, se for para colocar assim. E era um  fundamento forte de pista, já que tudo o que rolava de som em São Paulo, também  chegava por lá. Era um tempo em que havia muito fundamento, nem tanto a  preocupação de manter o povo na pista. E o povo também era muito aberto a tudo.  Me lembro de vários momentos, vários namoros que começaram ali ou terminaram ali  também. Foi um espaço em que eu pude viver plenamente a minha sexualidade quanto  à questão de ser livre e estar bem com o que eu era e sou. Foram sete anos de  loucura, de festas, de shows maravilhosos &#8211; que no final cansaram bastante &#8211; de  gogo-boys maravilhosos e de muita pegação no dark-room. Mas como tudo isso virou  uma fórmula, acabou por cansar. Entra aí o Central Bar, do Lúcio Praxedes e  Luciano Lima, um espaço maravilhoso e creio que até hoje um dos mais importantes  da minha vida. No Central, o fundamento de moderno, underground e atual se  misturou com arte, música, gays, lésbicas e simpatizantes, num clima harmônico.  Tinha muita gente bonita, cara boa, todo mundo se conhecia, tinha muito carão,  mas muito mesmo e um clima diferente do que era a The Club no sentido de ser de  fato moderno para a época. Vivia lá, de quarta a domingo, me sentia em casa.  Fiquei marcado pelas festas temáticas, as comemorações do meu aniversário &#8211; do  seu também &#8211; e foi lá que comecei a tocar como DJ, ou &#8220;sound stylist&#8221;, como o  Luciano costumava chamar.. Lá eu recebi o meu primeiro cachê. E me lembro de uma  noite em que eu e você passamos pela porta de vidro e derrubamos uma mesa. O bar  parou e continuamos no catwalk, como se nada tivesse acontecido. Foi um momento  forte!!! Rssss&#8230;<br />
</span><strong></strong></div>
<div><strong></strong><span style="font-family:Eras Medium ITC;"><strong><img class="size-thumbnail wp-image-11082 alignleft" title="JulianoSilveira" src="http://mondomoda.files.wordpress.com/2009/12/julianosilveira3.jpg?w=150&#038;h=71" alt="" width="150" height="71" />Falando nisto, qual foi o melhor momento da noite  em Campinas? Quem eram as pessoas que marcaram esta fase?</strong><br />
Creio que  tudo que coloquei acima foram de fato os momentos que marcaram Campinas, isso  entre 1993 a 2003. Nesse período, a cidade ganhou foco, principalmente em São  Paulo. Acontecia uma verdadeira migração para cá. Esqueci da Double Face, que  foi a primeira boate gay que eu pisei na minha vida, com toda aquela questão  pesada e fundamento que existia: travestis versus michês. E por incrível que  pareça, muitos clubbers apareciam por lá. Poderia considerar a &#8220;Double Face&#8221;  nessa época em Campinas como &#8220;A Lôca&#8221; de São Paulo. Tinha também o &#8220;La Lupa&#8221;,  que foi um marco na história da cena GLS da cidade. Todo mundo que importava ou  não aparecia por lá. Referente a alguma pessoa, na verdade todo mundo marcou  esta fase. O povo tinha muita personalidade e se divertia de uma forma diferente  da que é vista hoje. Sair à noite não era uma coisa habitual ou banal, era algo  de fundamento. Todo mundo se produzia, se montava, se preparava para  definitivamente arrasar. Lembra de quantas vezes rodamos o Iguatemi atrás de um  look novo para uma determinada festa? Então&#8230;Mas a figura das drags, creio que  marcou bastante. Era uma novidade, não era habitual de se ver por aqui uma  Márcia Pantera ou Paulete Pink. Tinha que ir pra São Paulo. Aí, parecia que a  gente tinha visto a Madonna.<br />
<strong> <img class="size-thumbnail wp-image-11086 alignright" title="JulianoSilveira" src="http://mondomoda.files.wordpress.com/2009/12/julianosilveira6.jpg?w=150&#038;h=71" alt="" width="150" height="71" />O que mudou desde  então?</strong></span></div>
<div><span style="font-family:Eras Medium ITC;">Bom, tudo virou uma fórmula e automaticamente  as pessoas começaram a sacar isso. Não dá para se ter a mesma noite, todos os  finais de semana e sem uma inovação. O momento crucial disso tudo foi em 2003,  quando a Ultralounge veio para Campinas. A The Club já estava decadente e  cansada com os mesmos shows de sempre. A idéia do chill-in ou do aquecer a noite  antes de se jogar já não estava mais nos planos e nos bolsos do povo e o Central  Bar ficou às moscas e cansado também pelos desgastes e falta de inovações dos  proprietários. A idéia de um club, no caso a Ultralounge &#8211; vindo de São Paulo  trouxe todo um fundamento de diversão que negava todos os signos da noite GLS:  gogo-boy, drag-queen, dark-room e por aí vai. A noite passou a ser tipo  asséptica, mas o que era proposto pela Ultralounge foi super aceito pelo público  porque crescia nos olhos e nos egos, como a decoração, o espaço, o VIP e por aí  vai. Isso que em São Paulo, a franquia Ultralounge já estava em plena  decadência, mas renasceu em Campinas. A cena durou até o fechamento da  Ultralounge, isso em 2005. Parou aí. O que se abriu depois foram tentativas de  se parecer com a Ultralounge, com o Central e com a The Club, mas sem o devido  fundamento que estes espaços tinham. Era pura tentativa, mas quem não viveu essa  fase e estava na administração dos novos espaços não tinha a real noção do que  representaram aqueles momentos passados. Apenas fez de conta. O público que  freqüentava, sacou tudo isso e desapareceu ou passou a freqüentar por falta de  opção.<br />
Porque os locais alternativos (incluindo a cena gay/lésbica) de  Campinas ficaram tão ruins?<br />
Justamente pelo que eu disse: tudo passou a ser  ou querer parecer com o que dava certo. Virou uma fórmula. A idéia do que era um  fundamento lounge, VIP ou moderno agregou-se a forma de diversão batida. Parou  no tempo. Na cena lésbica, somente o Open Bar sobreviveu com seu fundamento de  som ao vivo e cardápio farto. Isso é identidade. Os outros locais que abriram e  fecharam, todos foram atrás da mesma fórmula de diversão, até a decoração era  parecida. E o interesse no público GLS, claro, questão de mercado. Aí você vê  abrir milhares de espaços ao mesmo tempo e a duração de um curto período de  existência. De 2005 para cá, quantos locais já abriram e já fecharam?<br />
</span><strong></strong></div>
<div><span style="font-family:Eras Medium ITC;"><strong><img class="size-thumbnail wp-image-11083 alignleft" title="JulianoSilveira" src="http://mondomoda.files.wordpress.com/2009/12/julianosilveira4.jpg?w=150&#038;h=71" alt="" width="150" height="71" />Qual a lógica dos locais que distribuem excessivos flyers  com desconto (ou entrada gratuita), obrigando as pessoas a passar horas numa  longa fila? Qual o motivo para tamanha humilhação?</strong><br />
É pura  estratégia de marketing: lugar que tem fila deve ser bom. Isso é usado por  muitas casas. Algumas de fato, até que tem uma fila verdadeira, porque o povo se  acostumou a chegar sempre na mesma hora. Chamo isso de rush-clubber. Custa  chegar mais cedo ou depois da uma da manhã? Se você vê uma fila, com certeza irá  parar e querer entrar no local. Mas na maioria das vezes, todo mundo que está lá  dentro são aqueles que estavam na sua frente da fila e o espaço em si está  vazio. Foi-se o tempo em que fila também era sinônimo de diversão, de ferveção,  de conhecer pessoas. A noite já acontecia ali, na fila. Existe também o erro de  informação no flyer. Geralmente é colocado um horário para abertura da casa, mas  nunca as portas estão abertas no horário especificado. Isso é propaganda  enganosa e puro desrespeito. Se a casa anuncia abertura às 23 horas, quero  chegar e entrar às 23 horas, a casa já deve estar aberta e não aguardar formar  uma fila gigante como chamariz de público, não sou objeto de museu. O povo tem  que reclamar deste tipo de atitude, voltar pra casa ou outro local. Boicote  mesmo. Agora, como atualmente o flyer também é garantia de não se pagar entrada,  quem quiser que agüente. Se eu não tenho dinheiro, eu fico na minha casa, já  passei da fase de tomar água na torneira&#8230;<br />
<strong><img class="size-thumbnail wp-image-11087 alignright" title="JulianoSilveira" src="http://mondomoda.files.wordpress.com/2009/12/julianosilveira7.jpg?w=150&#038;h=71" alt="" width="150" height="71" />Porque até os piores  locais de São Paulo são infinitamente melhores dos de Campinas?</strong><br />
Sabe o que eu concluí? Que hoje existe uma geração afoita pela noite, mas  sem se tocar de fundamentos, de história, ou até mesmo do que se esperar de  determinado lugar que freqüenta. Se estiver cheio, está tudo bem. Essa geração  tem acesso à informação, se preocupa com roupas de marca de luxo, em ser VIP, em  estar num camarote, com quantos vai ficar na noite, se vai virar transa ou não e  se vai ficar bem na foto. A proposta como o som que a casa oferece, o show da  drag que ninguém tem mais respeito, o drink que não está gelado, o segurança mal  educado, o proprietário blasé, a lotação excessiva, o banheiro sujo, tudo isso e  muitas outras questões ficam em terceiro plano. È uma geração que está  acostumada a um mau atendimento, a uma noite ruim e não saca isso. Como  empresário, vou pensar no meu lucro e nas leis que tenho que seguir para que o  meu espaço funcione. Se ninguém reclama, está tudo bem assim e pronto. Creio que  a culpa seja do público, que se acostumou à rotatividade e ao abre e fecha de  portas e a todo o fundamento atual da noite, ou seja, nenhum. São poucos os  lugares que eu freqüento hoje em dia, justamente para não me  chatear.<br />
</span><strong></strong></div>
<p><img class="size-thumbnail wp-image-11084 alignleft" title="JulianoSilveira" src="http://mondomoda.files.wordpress.com/2009/12/julianosilveira5.jpg?w=150&#038;h=71" alt="" width="150" height="71" /></p>
<div><strong></strong><span style="font-family:Eras Medium ITC;"><strong>Como surgiu o blog &#8220;Na Língua do Ju&#8221;?</strong><br />
Bom,  comecei a escrever sobre a cena noturna campineira em 2004, no site Espaço GLS a  convite do Eduardo Gregori, editor do site. Durante dois anos, a coluna Cena  apresentou um  parâmetro sobre a noite, que modéstia à parte, era muito bacana  com análises, comportamento, histórias e coberturas de baladas. Depois de dois  anos com a coluna, isso em 2006, como estava cansado de falar a respeito de  noite e na época estava tudo muito sem novidade, porém, o assunto e a escrita  chamando a atenção de muita gente, por sugestão, do editor do site passei a  escrever um blog, só que além da noite, passei a falar sobre outros assuntos  como música, cultura, comportamento, moda e afins, sempre com o parâmetro da  questão GLS e sem perder de vista a questão &#8220;noite&#8221;. No final, o blog está no ar  há três anos, um público super carinhoso que me acompanha e um orgulho imenso  pelo trabalho que faço enquanto jornalista e personagem dos acontecimentos que  narro nas minhas postagens.  Quanto às novidades, tem muita media como o  podcast, cada vez mais com pedidos dos leitores e para o ano que vem, estou com  um projeto de aumentar a participação de leitores ou até mesmo colunistas, uma  participação mais colaborativa e democrática no blog e também acompanhar mais os  eventos em Campinas. Quem se interessar, já entre em contato, ok? Rssss&#8230;Estou  também com a idéia de um fazine, coisa bem de garagem, mas cheio de  ferveção&#8230;Tem muita novidade para o ano que vem&#8230;!<br />
<strong><img class="size-thumbnail wp-image-11088 alignright" title="JulianoSilveira" src="http://mondomoda.files.wordpress.com/2009/12/julianosilveira8.jpg?w=150&#038;h=71" alt="" width="150" height="71" />Momento &#8220;Mãe  Joceli&#8221;: qual é o futuro da noite em Campinas?</strong><br />
Mãe Jô me disse:  estamos no final da década e com certeza mudanças estão por vir! Rssss&#8230;Lí em  sites especializados sobre o som das pistas, teremos uma pegada House por aí. O  que se confirmou em uma matéria especial que fiz para o meu blog, onde os DJs  mais conceituados da cidade também apostam neste estilo para o próximo verão. O  que se ouve hoje não dá mais, e quem toca em uma cabine tem que voltar a pensar  em fundamento e conceito, no que já se ouviu no passado e inserir dentro disso o  seu estilo. Em São Paulo você já vê muito disso. Todo mundo faz download de  remix da Lady Gaga pela Internet, ficou algo sacal, entende? Apesar de que ainda  ouviremos muita Lady Gaga&#8230;A cena vai mudar aos poucos, creio que estamos em um  momento em que há muitos espaços na cidade que serão mensurados pelo tempo, caso  o estilo não agrade ou não apresente nada de novo. Porém, o momento é de  abertura de club. As casas irão se segmentar aos poucos, o que será bom para o  público. Não estou detonando ninguém, mas a impressão que se tem é que está tudo  com a mesma cara. Projetos pequenos e noites especiais começam a aparecer. Ainda  não é o ideal, já que a divulgação está bem tímida.. Não adianta trazer DJ de  São Paulo e ninguém saber quem é, tem muito profissional bom e de conceito por  aqui. É incrível como um proprietário ou um promoter de uma casa não enxergue  isso. Mas voltando, noites específicas, projetos pequenos, festas temáticas.  Estão na moda as open-air, &#8220;uma coisa meio rave de ser&#8221; que acata o público GLS  no momento, as tais pool-party ou até mesmo as label-party, festas em locais  alternativos como as que acontecem no Campinas Hall. A qualidade destes eventos  tende a aumentar. As drags continuam lindas, mas com um repertório mais voltado  a performance do que pro bate-cabelo. A vontade de um bar vai retornar aos  poucos e será um das apostas, quem sabe já no ano que vem. Se um empresário  esperto ler isto, saberá do que estou dizendo. Campinas está carente de um bar  GLS e que seja bacana, claro&#8230;</span></div>
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